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UMA POR DIA… prefeitura é casa de horrores

Prefeitura não é palco de servidão; é casa de horrores. Mesmo sabendo que o desejo de conquista é algo natural e comum, tudo ali é planejado para realçar o poder.

O povo é constantemente vigiado para receber a ração na dose certa; um controle maquiavélico que existe desde sempre. “O bem se faz aos poucos”. Isso é tirania!

O período eleitoral nunca acaba: conchavos políticos; tráfego de influência; enriquecimento ilícito; troca de favores; acomodação de correligionários; exercícios de nepotismo; aliciamento de adversários… São pautas vicejantes dos paços municipais.

O plano de governo é sempre o mesmo: manter o prefeito no poder. Para isso é montado um esquema que tem na formação do secretariado um capítulo importante.

Dentre os critérios de escolha da equipe, estão: o técnico; o pessoal e o político. E ninguém deve se mostrar competente.

A esses, feito compromisso, é dada a missão de assumir o ônus da gestão. Estão longe de ser “homens sábios escolhidos como conselheiros, com a liberdade de falar a verdade”. O único discurso permitido é o da bajulação.

E segue o jogo de cartas marcadas:

Algumas conveniências são resolvidas com cargos de adjuntos e secretarias executivas; os financiadores ficam com as contas mais vultosas, por meio das licitações fraudulentas; carros e imóveis são locados dos amigos menos ambiciosos; parte da imprensa é calada com o chamado “por fora”; os entregadores de “santinhos” ficam com os postos de menor interesse e o concurso público torna-se a benção do prefeito/padrinho… E assim está formada a teia de chantagem.

Feito isso, a máquina pública precisa ser alimentada:

Cobrança de impostos, contratos por excepcional interesse; compra por dispensa de licitação; reforma do patrimônio e emendas dos deputados “caseiros”… Materializam a farra do quanto mais se entra mais se tira.

E o povo?

Os conselhos municipais são, em sua maioria, fiscalizadores de nada; assumem a forma de apenas existir. O que fazem é respaldar esse descalabro.

Não quero nem entrar na discussão dos “mensalinhos”, que dizem que são imputados aos vereadores mais “famintos” para aprovar os projetos do executivo e aliviar as críticas à gestão.

Não à toa, compete aos oficiais de justiça fazer cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão nos órgãos municipais. Hoje, mesmo, policiais federais amanheceram às portas da prefeitura de Patos.

Pergunto: até quando veremos nossa cidade nas páginas policiais?

Misael Nóbrega de Sousa

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