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O FUTURO DA MALHA FERROVIÁRIA DA PARAÍBA

A Transnordestina Logística S.A – Uma empresa privada responsável pela construção e operação da Ferrovia Nova Transnordestina e toda malha ferroviária da Paraíba. Atualmente encontra-se em operação, apenas a malha ferroviária dos trens de passageiros da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a parte de Itabaiana até Campina Grande, fazendo ligação a capital Recife. Ou seja, o transporte rodoviário foi priorizado tanto para cargas quanto para o transporte de passageiros.

Segundo dados da FIEP – Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, quando o Polo Cimenteiro do Estado estiver em funcionamento, estarão envolvidos no transporte de material cerca de 1,4 mil caminhões, o que tornará o trânsito em alguns trechos das rodovias praticamente impossível. Notadamente, ao priorizar o transporte de carga e de passageiro via rodovia, pode custar caro em alguns anos e fazer a economia paraibana estagnar. Fonte: Blog Itabaiana Hoje

Estudos comprovam que os trens são um meio de transporte eficiente, e ainda mais, se movidos com fontes limpas de energias sustentáveis. O investimento no transporte público, movido com energias produzidas a partir de fontes renováveis, é uma tendência mundial. Nesse contexto, o sertão da Paraíba produz energia limpa e renovável, em breve seremos auto suficiente para suprir as demandas no fornecimento de energia para residência, indústria e transporte.

O Parque Eólico da IBERDROLA o maior complexo eólico até o momento no Brasil. O complexo paraibano está localizado em Santa Luzia, terá uma capacidade instalada total de 471 megawatts (MW), será formado por 18 parques eólicos. A produção será adicionada aos 94,5 MW já em geração. (G1 PB, 2018). A Paraíba será um dos maiores produtores de energia renováveis do Brasil.

A reativação do transporte ferroviário não representa nenhum retrocesso, ao contrário, representa economia e progresso. Inúmeras são as vantagens, a começar pela grande capacidade no transporte de cargas e passageiros, um transporte mais econômico que o rodoviário e, principalmente com os avanços tecnológicos, os trens modernos podem atingir grandes velocidade. O modal ferroviário caracteriza-se, especialmente, por sua capacidade de transportar grandes volumes, com elevada eficiência energética, principalmente em casos de deslocamentos a médias e grandes distâncias.

Em relação à energia solar, “a Weg, uma das maiores fabricantes mundiais de equipamentos eletroeletrônicos com sede em Jaraguá do Sul (SC), vai construir um complexo solar com capacidade de geração de energia de 93 megawatts pico (MWp). O parque será construído em Coremas, no sertão da Paraíba.”a construção das usinas de Corema I e Corema II com, respectivamente, 31 e 12 MWp de capacidade de geração de energia. Com a construção da usina de Corema III, com capacidade de 50 MWP. Juntas, as três usinas formarão o complexo de 93 MWp e custarão até R$ 426 milhões. Fonte: Gazeta do povo.

No sertão paraibano, os investimentos da iniciativa privada voltados para as energias renováveis (eólica e solar), terá um grande impacto econômico e social, gerando emprego e renda. Com certeza o transporte ferroviário utilizando energia mais barata, os custos operacionais serão menores e teremos um transporte de cargas e passageiros com preço inferior aos demais meios de transportes. Por fim, existe a possibilidade da volta do transporte ferroviário de cargas e passageiros. Temos uma malha ferroviária ligando o Sertão ao Porto de Cabedelo e Recife, necessitando de serviços em sua estrutura, desde a cidade de Sousa até a cidade de Galante próximo a Campina Grade.

Por: Luiz Carlos Soares
Cientista Político

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