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Federação Paraibana de Futebol sob suspeita de fraude

Michele Ramalho, advogada ligada à CBF, foi eleita em processo acusado de falsificação documental, compra de votos e chantagem. MPF da Paraíba pretende entrar no caso

Em maio deste ano, um grande esquema de manipulação de resultados fez com que a Federação Paraibana de Futebol sofresse uma intervenção. Determinada pelo comitê de ética da CBF após a Polícia Civil e o Ministério Público desvendarem o esquema de corrupção, a intervenção deveria representar o início de uma reformulação na gestão da entidade paraibana. A chegada de funcionários do STJD e da CBF, porém, não surtiu o resultado esperado. Segundo especialistas e peritos, o que se viu foi uma série de novas irregularidades, o que terminou por levar Michele Ramalho ao cargo de presidente da Federação.

A descoberta das primeiras irregularidades ocorreu em abril, após a deflagração da Operação Cartola. A ação escancarou um grande esquema de manipulação de resultados na Federação, então presidida por Amadeu Rodrigues. O grupo criminoso comprava árbitros e tinha ramificação na Federação Paraibana de Futebol (FPF), Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (CEAF), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e contava também com dirigentes de clubes de futebol profissional da Paraíba e árbitros. Vários deles foram denunciados pelo Ministério Público e afastados do futebol, como o 

Também alijado do cargo, Nosman Barreiro contestou a medida que, em sua opinião, foi tomada em uma velocidade fora do usual para o meio jurídico. Ele fez também uma denúncia. Segundo ele, o pedido do Treze-PB não teria sido assinado pelo então presidente do clube, Juarez Lourenço. A assinatura passou por um exame grafotécnico no Rio de Janeiro. O documento foi analisado pelo perito Marcelo Carneiro que fez avaliações semelhantes para os Tribunais de Justiça do Rio e São Paulo. A conclusão do relatório indica que a assinatura não teria saído das mãos do então presidente do clube. Lourenço, no entanto, garante que foi ele quem assinou.

Divergências na assinatura do presidente do Treze, segundo perito — Foto: infoesporte

Divergências na assinatura do presidente do Treze, segundo perito — Foto: infoesporte.

Perito aponta que assinatura em documento usado para intervenção foi falsificada — Foto: reprodução

Perito aponta que assinatura em documento usado para intervenção foi falsificada — Foto: reprodução

Michele Ramalho se manifestou por nota. Disse que está à disposição para esclarecimentos e que a eleição foi a mais democrática da história do futebol paraibano. Ela afirmou que as denúncias devem ser recebidas com naturalidade porque;

“As mudanças em curso no futebol paraibano estão causando enormes desconforto àqueles que estão acostumados com as ilegalidades de antes da minha posse”.

Fonte; Esporte Espetacular

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