Humanos que poderiam ser tratados como animais

Como você reagiria se alguém lhe convidasse a tratar um determinado grupo de pessoas da mesma forma que se trata um animal?

 

É difícil saber o que passa na cabeça dos outros, mas tenho quase certeza que a grande maioria das pessoas achariam uma barbaridade, tratar pessoas como se focem animais.

Evidentemente que é normal pensar assim, mas deixe que eu lhes apresente a Somália oficialmente República Federal da Somália, localizada no Continente Africano, Na Antiguidade, a Somália foi um importante centro de comércio com o resto do mundo antigo. Seus marinheiros e mercadores eram os principais fornecedores de incenso, mirra e especiarias, os itens que foram considerados luxos valiosos para os antigos egípcios, fenícios, micênicos e babilônicos com quem o povo Somali negociava. De acordo com a maioria dos estudiosos, a Somália é também o local onde o antigo Reino de Punt estava localizado. Os antigos Punties eram uma nação de pessoas que tinham relações estreitas com o Egito faraônico durante os tempos do faraó Sahure e da Rainha Hatchepsut. As estruturas piramidais, templos e casas antigas de alvenaria em torno da Somália acredita-se que datam deste período. Na época clássica, várias antigas cidades-estado como Opone, Mosyllon e Malao, competiam com os sabeus, partos e axumitas pelo rico comércio indo-grego-romano que também floresceu na Somália.   

Porém, não é esta Somália que gostaria de apresentar a vocês e sim uma nova que começou a surgir a partir da Guerra Civil que teve início em 1991, o presidente Siad Barre foi derrubado pelos clãs do norte e do sul combinados com todas as forças das quais eram apoiadas e armadas pela Etiópia. E na sequência de uma reunião do Movimento Nacional Somali e anciões dos clãs do norte, a parte antiga do norte britânico do país declarou sua independência como a Somalilândia em maio de 1991, embora de facto independente e relativamente estável em relação ao sul tumultuada, não foi reconhecida pelo governo local e por nenhum governo estrangeiro.

Em Janeiro de 1991, o presidente Ali Mahdi Muhammed foi escolhido presidente interino até uma conferência entre todas as partes interessadas a ser realizada em Djibuti (país vizinho) no Mês seguinte para selecionar um líder nacional. Contudo, o Reino do Congresso tendo como líder militar o general Muhamed Farrah Aidid, o Movimento Nacional Somali tendo como líder Abdirahman Toor e o Movimento Patriótico Somali tendo líder Col Jess se recusaram a reconhecer Mahdi como presidente.

Isto causou uma cisão entre o SNM, USC e SPM e os grupos armados, o Movimento Democrático Somali (SDM) e Aliança Nacional Somali (SNA), por um lado e no seio das forças USC. Este esforço levou a remover Barre, que ainda afirmou ser o presidente legítimo da Somália. Ele e seus partidários armados permaneceram no sul do país até meados de 1992, causando uma nova escalada da violência, especialmente no GedoBayBakoolLower ShabelleJuba InferiorMédio e regiões Juba. O conflito armado na USC devastou a região de Mogadício.

A guerra civil tem interrompido a agricultura e a distribuição de alimentos no sul da Somália. A base da maioria dos conflitos foram as fidelidades clã e competição por recursos entre os clãs rivais. James Bishop, o embaixador dos Estados Unidos para a Somália passada, explicou que há "concorrência para a água, pastagens, gado e… É uma competição que costumava ser travada com flechas e sabres… Agora é travada com AK 47s.". A resultante fome (cerca de 300 000 mortos) levou as Nações Unidas em 1992 a autorizarem uma operação de paz limitada a Operação das Nações Unidas na Somália I (UNOSOM I), que era limitada a usar força para autodefesa, ela logo foi ignorada pelos beligerantes.

A ONU estima que cerca de metade da população somali – que soma cerca de 3,7 milhões de pessoas, das quais 2,8 milhões vivem no sul – estão em situação de crise. Mais de 10 milhões de pessoas são atingidas na região do Chifre da África pela seca que, segundo as Nações Unidas, poderá ser a pior das últimas décadas.

O estado de fome é declarado quando a taxa de desnutrição entre crianças supera os 30%, quando mais de duas pessoas em cada 10 mil morrem por dia por falta de comida ou quando em 20% dos lares há uma falta aguda de alimentos. No sul de Bakool e em Lower Shabelle morrem mais de seis crianças por dia e mais da metade das crianças está gravemente desnutrida, diz a ONU.

Em meio a um cenário de seca, de guerra e de falta de políticas públicas, que pudessem minimizar esse sofrimento em que vivem esses sobreviventes, verdadeiros heróis que lutam todos os dias para permanecerem vivos.

A grande pergunta é: esse povo merece ser tratado como animais?

Se sua resposta foi não saibam que eles gostariam de serem tratados dessa forma, os animais domésticos recebem alimento, medicação e carinho e os animais selvagens recebem o direito de serem livres para buscarem a sua própria sobrevivência; a esse povo é dado apenas o direito de sofrer.

Esse é o primeiro artigo que escrevo para minha Coluna no CSS Notícias, ela tem como finalidade falar de motivação e empreendedorismo, portanto, falar de um assunto tão traumático como é o tema da fome da Somália pode parecer algo contraditório.

Embora pareça antagônico falar de miséria quando se quer levar uma mensagem positiva, quando observado de outro ponto de vista percebemos que falar da miséria humana é extremamente pertinente.

Na busca pelo sucesso há mecanismos que devemos colocar em pratica e um deles é abolir a “auto piedade”, e quando vemos a maneira em que são submetidos a viver essas pessoas imediatamente é possível perceber que em vez nos dar o direito de chorar por nosso “sofrimento”, temos a obrigação de vibrar por nossas vitorias.

Nossos traumas e desafios não são nada perante os deles e talvez agente reclame bem mais, observe as imagens contidas nesse artigo e me responda, qual o tamanho do seu problema diante dos deles?

 

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César de Sá Santos

Colunista de Motivação e Empreendedorismo

Escritor e Palestrante motivacional, criador e editor do Portal CSS Notícias.

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